Saltar para o conteúdo
VoltsBlog

Rascunho: este artigo ainda não aparece no site público.

Silhueta de uma berlina elétrica desenhada a luz, num estúdio escuro com reflexo no chão.

Ensaio

Exemplo de ensaio: 600 km de autoestrada numa berlina elétrica

Um artigo de exemplo para mostrar o formato dos ensaios da Volts: o carro e os números são fictícios.

2 min de leitura

Ilustração Volts

Introdução

Introdução

Há carros que se percebem nos primeiros cem metros. Este precisa de cem quilómetros. É na autoestrada, de madrugada, com o cruise control a 120 e o silêncio a encher o habitáculo, que a berlina mostra para que foi feita.

Custa a partir de 52 000 euros, tem uma bateria de cerca de 73 kWh úteis e chega numa altura em que os SUV dominam tudo. É uma aposta na eficiência da forma, e não no tamanho.

Em resumoUma berlina para quem faz muita autoestrada e não quer pensar no carregamento.

Design e interior

Baixa, longa e sem exageros

A linha de tejadilho desce cedo e termina numa traseira curta, o desenho clássico de quem quer cortar o ar. Por dentro, os materiais nos pontos de contacto são bons e o banco do condutor permite uma posição baixa, quase desportiva.

Atrás, o espaço para as pernas é generoso, mas a altura ao tejadilho penaliza quem passa de 1,80 m. A bagageira tem bom volume e uma boca de carga estreita.

Tecnologia

Tecnologia

O ecrã central responde depressa e o Android Auto liga sem fios à primeira. O problema é o que foi lá parar: a climatização vive exclusivamente no ecrã, e ajustar a temperatura a 120 km/h obriga a tirar os olhos da estrada mais tempo do que devia.

Num carro tão bem resolvido, esconder a climatização no ecrã é uma decisão difícil de defender.

Em resumoO sistema é rápido, mas obriga a ir ao ecrã para coisas que deviam ter um botão.

Ao volante

Silêncio a 120 km/h

A direção tem um peso natural, sem a leveza artificial que tantos elétricos ainda insistem em ter. A suspensão filtra bem as juntas de dilatação e mantém a carroçaria composta nas curvas rápidas da A2.

A 120 km/h, o maior ruído a bordo é o do pisca.

A regeneração tem quatro níveis nas patilhas do volante. No mais forte, quase dispensa o travão na cidade.

Autonomia e carregamento

Autonomia e carregamento

Fizemos 600 km entre Lisboa e o Algarve, ida e volta, sempre a 120 km/h constantes quando o trânsito deixou. O consumo médio ficou nos 18,6 kWh/100 km, o que dá cerca de 395 km de autonomia real em autoestrada.

No carregador rápido, a potência manteve-se alta até perto dos 70% e os 10-80% fizeram-se em 21 minutos. Mais abaixo, pode experimentar a sua própria viagem com estes números.

Em resumoPerto de 400 km reais em autoestrada e paragens curtas: um Lisboa-Porto sem parar.

O veredito

Rápida a carregar e silenciosa a 120 km/h, mas com uma ergonomia que esconde demasiado nos ecrãs.

Gostámos

  • Curva de carregamento estável até aos 70%
  • Insonorização ao nível de carros bem mais caros
  • Direção precisa e com peso natural

Nem tanto

  • Comandos da climatização só no ecrã
  • Bagageira com boca estreita

Condições do ensaio: Exemplo fictício. 17 °C, piso seco, dois ocupantes, pneus de origem.

Continuar a ler.